Análise: CD Novo Templo – Shirley Kaiser


Shirley Kaiser é um dos novos nomes da música pentecostal e a primeira aposta da Universal Music Christian Group neste segmento. Com produção musical de Stefano de Moraes, produtor dos discos de Anderson Freire, Novo Templo é o sétimo álbum de sua carreira. Contém 13 faixas escritas por grandes nomes da música cristã, além de regravações das canções “Jesus e Eu” e “Silêncio de Deus”, com participação especial de Sanderson de Moraes.

Desde a infância, a cantora está envolvida com a música. Shirley começou cantando nas igrejas pentecostais músicas de Lauriete, Cassiane, Rose Nascimento, Shirley Carvalhaes e Eliane Silva. Seus últimos projetos, como Deus Forte e Santidade, fizeram muito sucesso entre o público deste nicho. Contudo, Kaiser ficou durante quatro anos sem lançar nenhum projeto inédito. Segundo ela, este hiato foi essencial para o seu crescimento profissional e pessoal, deixando-a com maturidade suficiente para trabalhar futuramente. Enquanto estava produzindo, recebeu um convite para fazer parte do casting da Universal e aceitou logo de início. Após um tempo, o CD foi lançado, com projeto gráfico desenvolvido pela agência Quartel Design.

Novo Templo, de Anderson Freire é a melhor canção para representar o disco. A faixa-título comunica uma verdade recente. Lembra o fato dos cristãos serem o templo do Espírito Santo e o sacrifício de Cristo acima de qualquer preceito religioso. Com arranjos empolgantes, a canção evoluiu em seu andamento. Acompanhada do início ao fim pelo teclado certeiro de Stefano, a música alcança o ápice na ponte. Tua História, de André Freire foi escolhida como o primeiro single do álbum. Destaque para a interpretação vocal cheia de feeling por Shirley, em cada estrofe. A canção Silêncio de Deus é um contraponto aos discursos enganosos. Além disso, também é uma regravação de Jonatas Ribeiro. Os versos salientam que os sábios falam pouco e tolos estão sempre achando que são possuidores de respostas pra tudo. Na versão de Shirley e Sanderson de Moraes, o arranjo original sofreu poucas alterações, porém não deixou nada a desejar.

Deixa o Céu Vir, de Luciana Silva, lembra algumas canções notáveis na carreira de Shirley. Destaque para os arranjos de cordas de Stefano e Tadeu Chuff, além da bateria de Valmir Bessa e o baixo de Charles Martins. Querite, de Anderson Freire é uma canção motivacional e cumpre a exigência o público. Em Jesus e Eu, regravação do disco Tempo de Vencer, é percebível a maturidade alcançada pela cantora. Tudo que Sou, de Marquinhos Gomes, tem uma letra vertical, e a participação do mesmo em um belo dueto com Shirley.

Ao final, o saldo é positivo. A obra mostra que Kaiser ainda tem fôlego para muito mais.

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