Análise: CD Tempo de Sorrir – Pamela


Após dois discos que não apontaram a real proposta da Pamela, acredito que muitos, desde a fãs e seus haters não esperavam absolutamente nada de interessante da artista. Depois do notável amadurecimento em A Chave, produzido por Rogério Vieira, a artista sucumbiu no péssimo Ritmo e Poesia, com as letras mais superficiais possíveis e tentou o sertanejo universitário em Recuperando o Tempo que, de certa forma passou desapercebido.

Acontece que Pamela realmente recuperou o tempo em Tempo de Sorrir. Agora na Som Livre, gerenciada por Cláudia Fontes (curiosamente a mesma que estava à frente da Zekap quando lançou Pamela) a artista volta a suas origens. Mesclando seu característico pop em grande parte do projeto, a maior parte das canções são de temas jovens, contextualizados e também letras de cunho congregacional.

Pamela ousou e regravou algumas canções neste álbum. “Desde o Primeiro Momento”, do seu disco Tudo o que Sou, com instrumentação mais fiel à versão original, “Grande Deus“, do Trazendo a Arca e “Vou Amar-te (vou a Marte)“, de Henrique Cerqueira. Nestas últimas citadas, a cantora agregou bastante valor, desde a interpretação e arranjos.

Como não poderia faltar, o disco também possui canções mais radiofônicas, que podem desagradar ouvidos mais exigentes. Entretanto, cumprem com fidelidade o estilo de Pamela, como é o caso de “Todo Poderoso” e “Curti Compartilhei“, com seu bordão facebookiano.

O disco não perde o fôlego e surpreende até mesmo com uma versão de “Wake”. “Desperta” não é exatamente o estilo de Pamela que a maior parte das pessoas estão acostumadas a ouvir, mas serve como um bom protótipo do que a artista pode apresentar nos discos futuros. Tempo de Sorrir é, sem dúvida e inesperadamente um dos melhores discos do mercado gospel em 2014 e demonstra uma Pamela de volta às origens.

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  1. […] Leia a resenha do álbum Tempo de Sorrir aqui. […]

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