Conectados no Amor – Ser como Jesus


Imagine um homem de shorts, tranquilo e sereno, andando nas ruas por aí, parando e sentando-se no chão para conversar com pessoas que todo mundo tem vergonha de conversar. Imagine um cara enfrentando políticos e religiosos, ao mesmo tempo, vivendo da paz e semeando o amor, uma espécie de Gandhi quando o assunto é provocar rebelião sem guerra. Imagina um cara tranquilo que não se preocupava com coisas, avesso ao nosso sistema onde a riqueza e o poder é o único motivo para sobreviver. Seria aquele cara que quando estivesse passando por um parque, jardim, bosque ou um lugar cheio de flores e árvores, pararia, iria respirar e dizer: “que lugar belo”. Ele saberia olhar para tudo com amor. É o cara perfeito que andava na direção contrária do mundo, do nosso sistema político e religioso. Era o líder perfeito, que ao invés de propagandas, estaria nas ruas ajudando as pessoas.

Esse é Jesus, um homem que fez história. Ele consegue influenciar milhares de pessoas até hoje. É o exemplo perfeito que sabe dizer o que é amor e servir ao irmão, que sabe se igualar aos menores da sociedade, e que conseguiu até a sua morte cumprir seu propósito.

Esse cara trazia uma história maluca de rei e reinos, um novo lugar diferente do nosso. Claro que ninguém o entendia. Os políticos e religiosos da época achavam que Deus iria trazê-los para uma terra rica e frutífera, que Ele mandaria alguém grande e majestoso para guiá-los a terra prometida e reinar sobre eles com paz. Achava que eles seriam o povo de Deus, pela promessa feita sobre Abraão. Mas esse cara que se dizia o homem enviado por Deus, pregava uma coisa tão diferente do que eles pensavam. Não era o cara majestoso que esperavam, falava de um reino e uma terra prometida que não era na Terra, de um povo escolhido por Deus, mas não eram os judeus. Os políticos e os religiosos da época se enlouqueceram com ele. E ainda por cima, fazia coisas que eram contra os princípios deles, trazendo uma nova percepção da lei (a única certa, aliás).

É claro que eles o prenderam e o acusaram de pena de morte. Mas ao invés de reclamar, por ser um homem justo, aceitou a pena. Pouca gente deve saber, mas até a morte dele tinha algum propósito. Ele não morreu sem querer, ele morreu porque quis. E da sua morte, nasceu o reino o qual ele tanto queria formar. A morte dele era a forma de ele justificar aqueles a qual haviam percebido o que Jesus veio ensinar e que queriam entrar para o reino sem terra.

E que reino é esse? Denominações de igreja, visão ministeriais, um sistema religioso ou político? Não, quem acreditava nisso era os judeus religiosos e fanáticos. Além de crer que eles são o povo escolhido por Deus, zombaram de Cristo colocando uma placa escrita “Jesus, rei dos judeus” sobre sua cabeça na cruz porque o homem crucificado dizia ser rei de algum lugar, coisa que os religiosos da nossa época sabem bem fazer quando acham que são salvos por ter uma carteirinha de membro de igreja, ou quando fazem propaganda de nome de igreja.

O reino de Deus é algo tão invisível que a única forma de nós reconhecermos seus participantes é seus frutos e suas atitudes. E se não há fruto, essa pessoa não é integrante do reino de Deus. Logo, o que chamamos de pessoas cristãs e que fazem parte do reino de Deus é realmente filho de Deus?

Eu acredito sim

Amar é repartir

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