Conectados no Amor – Um orgulho vazio


Quem disse que a caminhada é garantida com esforços pessoais? Quem disse que se nossa salvação é por méritos pessoais? Quem disse que alguém tem que se orgulhar de estar em Deus por si mesmo, e pior, de se considerar como boas pessoas? Dizia C.S. Lewis que se Deus não quiser revelar algo, não há quem o possa contrariar. No livro “Cadeira de Prata”, do mesmo autor, Jill Pole e Eustáquio chamaram em seu próprio mundo a Aslam para que os livrasse de uma encrenca e os carregasse a Narnia. Chegando lá, pensaram que eles haviam chamado ao Leão, mas na verdade, foi Aslam que os chamou e eles apenas haviam respondido a esse chamado. Apesar da discussão se há ou não livre arbítrio, entendo que qualquer possibilidade de relação divina se parte primeiramente dEle.

Mas nesse grande progresso até a perfeição, caminhamos por duras provas, lições, que ao passar por elas, nos vangloriamos com méritos vazios, sem entender o valor de uma situação difícil. Cada momento é algo que deve ser valorizado, os bons para serem bem vividos e com gratidão, os ruins com bastante reflexividade e gratidão também. Mas ser grato numa situação difícil, que coisa difícil, em? O modo evangeliquês de passar na provação é dando glórias a Deus. E quando passa, o orgulho anda lá em cima, e a humildade debaixo do seu sapato social todo engraxado.

No entanto, a provação nunca serviu para provar a Deus algo. O que Ele não sabe sobre você? Logo, uma lição não busca ensinar nada a Ele. A resposta do aspecto da batalha começa em nós. Quando Deus coloca uma luta na vida de alguém, Ele busca uma gama de ensinamentos com isso. Uma das primeiras características é o de conhecimento sobre si mesmo. Como dizia Sócrates, “conheça a ti mesmo e conhecerá a Deus”, a lição nos ensina a ver nosso interior. Como assim? No teste do grande professor chamado Deus, o aluno faz a prova buscando provar o que sabe e o que não sabe, o que aprendeu e não entendeu ainda. Quando erramos em algo, Ele simplesmente já sabia disso, mas diz para você: é aí que você erra, é aí que você tem defeito. E também, para mostrar onde acertamos, onde nós mesmos enxergamos forte o bastante para exercer nossas qualidades que Ele mesmo nos deu.

Sócrates ensinava o conhecimento de si mesmo. A realidade das pessoas é que a exploração do interior tem se resultado em falsos ensinamentos. O homem que entende sua verdadeira realidade, entende a vida.

Segundo, um momento difícil nos faz mais perto de Deus. Cada lição tira empecilhos entre mim e o ser divino, e fortalece a relação. Por último, uma batalha nos ensina novas coisas, e fortalece nosso espírito, e competências que temos. É como um homem que tem músculos, mas quer aumentá-los saudavelmente com práticas esportivas, ou um músico que deseja melhorar sua habilidade técnica com estudos musicais. A luta do cotidiano é uma prática de fortalecimento espiritual.

Nessa infindável quantidade de propósitos que Deus nos oferece no dia a dia é uma demonstração de que a lógica das dificuldades não está em pessoas provarem que são alguém, mas tornar seu ser alguém. Eu não sou ninguém e só me formo nessa relação entre Deus e eu. Não tenho que provar-Lhe o que consigo, mas tornar o meu eu algo que seja perfeito. Isso sim alegrará o coração de Deus, quando nosso coração bater na mesma sintonia dEle, deixando o coração de pedra se quebrar por inteiro. O meu orgulho será quando eu manifestar a verdadeira criação, o verdadeiro sentido de viver. O resto será jactâncias vazias.

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem (e não orgulho) daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8.28

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