Entrevista: Fernando Augusto (Tutuca)


Fernando Augusto, também conhecido como Tutuca foi baterista durante a fase clássica do Rebanhão, juntamente com Pedro Braconnot, Carlinhos Felix e Paulo Marotta. Permanecendo no grupo durante seis anos, mas com vastas experiências, o músico baterista nos conta um pouco do que viveu e experimentou durante e fora deste tempo, além do projeto de 35 anos do grupo.

O PROPAGADOR – Como se deu sua conversão e início da vida cristã?

Eu me converti através de um convite feito pelo grupo jovem da Igreja Episcopal do Rio de Janeiro na Tijuca, bairro onde nasci e cresci.


O PROPAGADOR – Como lhe surgiu o interesse pela música e a bateria?

Me interessei por bateria desde meus 5 anos de idade e ganhei uns tambores de ritmos percussivos. Participei de bandas escolares, e depois comecei a tocar em bandas de amigos da minha rua. Logo depois ingressei na escola de música Vila Lobos, onde fiz o curso em canto, percussão e bateria. Após o curso, participei de festivais musicais de escolas e bandas de covers. Daí passei a tocar em casas noturnas do Rio de Janeiro como o Peplo, na zona sul e existe um lugar na Barra da Tijuca. Porém quando me converti aí sim me dediquei apenas à música cristã.


O PROPAGADOR – Você entrou no Rebanhão numa época de mudanças, com a saída de Kandell e Janires. Como se deu a sua entrada no grupo, e quais as referências que a banda tinha naquela época?

Após a minha saída da Igreja Episcopal, fui convidado pelo amigo Marcos Brito, guitarrista da Banda & Voz a conhecer a Igreja de Nova Vida da Tijuca, onde conheci o Carlinhos Felix (pois tocávamos juntos na banda da igreja) e aí, num certo dia ele me convidou para entrar na banda. Nossas referências musicais era um som pop de bom gosto.


O PROPAGADOR – O primeiro álbum do grupo com sua participação, “Semeador”, assim como o sucessor “Novo Dia” foram lançados por uma gravadora multinacional. “Novo Dia” também foi produzido por Paulo Debétio, que trabalhou bastante com a cantora Alcione. Como era para vocês ver que o trabalho do Rebanhão alcançou um patamar alto para os padrões da época?

Ficamos muito felizes por ter tido esta oportunidade e pelo reconhecimento da gravadora aprendemos muito com estes grandes profissionais.


O PROPAGADOR – O Rebanhão também foi pioneiro em fazer shows em casas em que a participação de músicos cristãos era nula, como o Canecão. Quais são as maiores lembranças que você tem destes feitos? Em algum momento, naquela época, o senhor seria capaz de supor a importância que o faziam teria para o futuro da nossa música?

As lembranças… eram muitas!!! Mas um fato engraçado é que logo após o último ensaio na estreia desse show ficamos com muita fome e fomos comer pizza no shopping do Rio Sul. E outra: quando recebemos no palco do Canecão tivemos a visita do Abram Laboriel e do Alex Acunha, que eram músicos consagrados da época. Tínhamos uma relação de família. Sempre estivemos juntos, éramos amigos dos familiares, frequentávamos as casas de cada um. Enfim, uma relação de afetividade e alegrias. Não imaginávamos que teria grande impacto futuro.


O PROPAGADOR – Após os trabalhos pela PolyGram, a banda lançou Princípio pela Gospel Records, e hoje é considerado o clássico da banda pós-Janires. Em relação ao sucesso de canções como “Palácios” e “Selo do Perdão”, como foi a turnê de divulgação deste trabalho? Após Princípio, você deixou o grupo. Quais atividades musicais tem desempenhado de lá pra cá?

A divulgação foi ótima. Viajamos muito por todo o Brasil, e éramos muito bem recebidos pelas capitais onde passávamos. Eu iniciei um ministério junto a minha esposa chamada Andréa, que já louvava a Deus antes de nos conhecermos. Gravamos 2 CDs e 1 DVD. Continuo gravando em estúdios.


O PROPAGADOR – Qual a sua visão sobre a música cristã nacional atual?

Sobre a música atual, acredito que tenha trabalhos de valores, estúdios e tecnologia de ponta. Eu prefiro ter uma visão pelo ângulo positivo.


O PROPAGADOR – Recentemente, Pedro Braconnot anunciou a reunião do grupo. Desde 2000, são quase 15 anos inativos, e são quase 25 contados após sua saída. Como se deu essa reunião? Qual a expectativa de vocês para este trabalho? Tem alguma novidade a adiantar?

Olha, a expectativa é muito grande! Eu, inclusive falei com o Paulinho Marotta, também com o Pedro e fiz exatamente esta pergunta e o Paulo me respondeu que estava muito animado e feliz, assim como eu. Acredito que este projeto seja do coração de Deus. Com certeza é uma forma de devolvermos ao Senhor através da música tudo que ele tem feito de bom na vida de cada um de nós, ao longo destes 35 anos. Com certeza em breve nos reuniremos.


O PROPAGADOR – Agradecemos pela entrevista. Gostaria de deixar alguma mensagem para nossos leitores?

Deixo um grande abraço a todos os amados irmãos leitores do portal O Propagador, e espero ter contribuído. Que Deus abençoe a todos.

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1 Comment

  1. […] surpresa para todos, e imediatamente, a nova página da banda no Facebook passou a ser divulgada. Fernando Augusto ia participar, mas acabou ocorrendo algo que inviabilizou sua participação. Para completar, a […]

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