Rocklogia – Citações


Este é o post mais simples, e talvez o mais “divertido” da Rocklogia. Em grande parte dos textos aqui já publicados, utilizei de citações e citei entrevistas. Mas está na hora de apresentar, aqui, uma série de citações interessantes, alguma até então pouco conhecidas.


“Somos amigos da galera do G3. Nos afastamos na época da saída deles da Renascer, coisa de igreja, infantilidades denominacionais, mas amamos os caras”. [Zé Bruno, sobre saída da Oficina G3 da Gospel Records, Ruben Mukama, 2012]

“Conheci o Rebanhão que… na minha época era como se fosse o Metallica do meio gospel (risos), era o terror de todos os pastores e eu me tornei uma versão piorada de tudo isso”. [Marcão, sobre sua inserção no rock cristão, no The Talk GO!, 2015]

“Nós queríamos entrar na igreja com bateria e guitarra com som distorcido. No início houve um certo preconceito, depois eles aceitaram”. [Carlinhos Felix, sobre o início do Rebanhão e as resistências de cristãos, Folha de S. Paulo, 1991].

“Pois é, coragem é sinônimo de Catedral! Queiram ou não temos história, fatos, resultados que confirmam tudo isso, enquanto muita gente ainda tem que comer muito feijão com arroz em vários sentidos…”. [Kim, sobre declarações de Marcos Almeida acerca do Catedral, O Propagador, 2013]

“Fiz de tudo. Meditação, ioga. Um dia, aqui em São Paulo, o pastor Estevam Hernandes Filho, idealizador da Fundação Renascer, me viu tocando e disse para eu tocar para Deus. Eu disse: esse cara tá meio pirado”. [Brother Simion, sobre sua conversão religiosa, Folha de S.Paulo, 1993]

“[…] não inventaram nada depois de Beatles e Queen!” [Dudu Borges, sobre suas referências musicais, Ruben Mukama, 2008]

“Havia um cenário muito criativo desde os anos 60. Várias canções de autores famosos expressavam o melhor de suas angústias, desejos e celebrações. Algumas letras foram de fato tocantes para muitos corações e, creio eu, usadas por Deus ao menos para despertar indagações e sonhos”. [Wolô, em entrevista pessoal, 2015]

“As pessoas ainda pensam que música evangélica é bater bumbo na praça”. [Marco Salomão, sobre a incipiência do mercado evangélico, O Globo, 1991]

“Não acho que seja a MK a responsável pela mudança nas bandas. Sempre falei que ela é empresa, não entidade filantrópica. E uma empresa é boa quando sabe fazer dinheiro. O profissionalismo acima do comprometimento com a verdade, sim, transforma o caráter de uma banda ou cantor. A MK não é babá espiritual de ninguém. A falta de palavra, se seriedade, de honestidade, tudo isso que em geral vem no kit com a fama é que faz uma banda se transformar da noite pro dia”. [Bênlio Bussinguer, sobre a MK Music, Dot Gospel, 2005]

“Quero agregar o máximo de bandas e artistas nessa caminhada. O que eu lamento, é que muitas vezes me sinto o único a pensar assim. Todos estão tão preocupados com o seu, e em fazer a sua história, que esquecem que juntos a gente pode ir mais longe”. [Fábio Sampaio, sobre sua ligação com outras bandas do novo movimento, O Propagador, 2014]

“Já tocamos com moçada pesada, como os Ratos de Porão. O som da gente é semelhante. A diferença está nas letras”. [Luciano Manga, sobre a agenda da Oficina G3, Folha de S.Paulo, 1993]

“Em tempos em que o “serviço de implantação de novos produtos no mercado” andava de vento em popa entre as gravadoras e as rádios, a música “Eu quero sol nesse jardim” já tocava em FMs jovens. Nem a Legião Urbana soaria tão caricaturalmente Legião Urbana quanto naquela balada de violãozinho com vocal empostado e letra sobre jardins, luz da manhã e azul do céu”. [Ricardo Alexandre, no artigo Catedral e o Juízo Gospel, 2013]

“Acho que podemos falar algo sobre o rock gospel nacional, que é a nossa praia e que em geral é fraco, poderia ter mais qualidade e ser mais inovador principalmente, além de proporcionar mais espaço aos novos compositores que surgem e desaparecem a cada ano por falta de espaço”. [Arvid Auras, sobre o rock cristão brasileiro, Super Gospel, 2005]

“[…] como banda, posso dizer que originalmente Stryper foi uma das grandes influências do Oficina G3”. [Duca Tambasco, sobre as influências musicais dos integrantes da Oficina G3, Troféu Talento, 2009]

“Só costumo ouvir as minhas músicas”. [Paulinho Makuko, sobre suas preferências musicais, Super Gospel, 2004]

“Sou um artista pop. O meu CD tem de tudo, de baião a rock. Por isso, não vejo por que tenha de ficar limitado às lojas de gospel”. [Carlinhos Felix, sobre parcerias com supermercados e Lojas Americanas para distribuição do álbum Toda Reverência, O Globo, 1997]

“Acho que o “gospel” é um malabarismo entre o universo da fé e do entretenimento. Ora é culto, ora é entretenimento”. [Marcos Almeida, sobre o movimento da música evangélica, Lagoinha, 2014]

“O rótulo “gospel” para a música de conteúdo cristão foi uma imposição mercadológica”. [Murilo Braga, sobre o movimento gospel, O Propagador, 2015]

“Há muito tempo que não vejo a galera do Fruto Sagrado. Marcão, Bênlio, Flávio… As letras do Fruto são demais, até hoje sinto que há uma lacuna. Ninguém faz o que eles faziam. Não conheço a nova formação, parece ser bem legal, quando digo saudades, é daqueles caras”. [Zé Bruno, sobre músicos dos tempos da Gospel Records, Super Gospel, 2015]

“Somos um povo desunido. Não nos entendemos em diversos aspectos. Por isso não somos mais fortes”. [Jean Carllos, sobre os cristãos, Território da Música, 2006]

“Acho que o movimento perdeu o fio da meada e se envolveu numa profusão de bandas, reuniões sem propósito, gente oportunista e falta de visão do Reino de Deus”. [Paulo Marotta, sobre o movimento gospel, Revista MPC, 2000]

“Começamos como uma banda puramente evangelística. Viajávamos, por exemplo, até 22h de ônibus sem ganhar nada para levar a palavra de Deus em vários estados do país”. [Bênlio Bussinguer, sobre o propósito do Fruto Sagrado, para a Revista Eclésia, 2004]

“Quando começamos, ninguém falava de Rookmaaker ou Schaeffer. Não existia um embasamento teórico/teológico para o que a gente fazia”. [Fábio Sampaio, sobre o seu início com a Tanlan, O Propagador, 2014].

“Vivemos em uma sociedade cada vez mais sectária, excludente, onde tudo é categorizado, dividido, rotulado, departamentado para que aquele que faz parte do grupo A não se misture com o B. Entendemos que a mensagem do Evangelho é de inclusão, mistura, unidade e não de divisão. Procuramos contextualizar a música e a mensagem para que não exista essa divisão entre “rock cristão’, “rock secular”, louvor, evangelismo ou qualquer outra segmentação. Fazemos música. Fazemos rock. Pregamos o evangelho”. [Fábio Garcia, sobre o rótulo “rock cristão” na música dos Militantes, Super Gospel, 2015]

“Fui para e escola com a manga da camisa maior que todas as outras crianças e ai o pessoal pegou no meu pé”. [Luciano Manga, sobre seu apelido, Super Gospel, 2003]

“Eu não tenho idéia de gravar um CD gospel. Sou evangélico, mas meu trabalho é este. Quero fazer música para todos aqueles que estão no “mundão”. Quero passar uma mensagem positiva”. [Rodolfo Abrantes, sobre planos de carreira ao lado do Rodox, Super Gospel, 2002]

“A banda Oficina G3, por exemplo, é rock’n roll puro e da melhor qualidade”. [Carlinhos Felix, sobre o preconceito com certos ritmos musicais, G1, 2012]

“Existe um enorme preconceito. O mínimo que uma igreja poderia fazer era acompanhar a banda, fechar as portas e levar a galera pra prestigiar o trabalho e ajudar a evangelizar, mas não é isso que acontece. Alguns ainda criticam porque estamos lá no meio. Não entendo muito bem como funcionaria essa evangelização (rs). Mas enfim, ninguém vence a guerra sem um exército, concorda?” [Marcelo, sobre a apresentação da banda PontoCom num evento não-religioso, Super Gospel, 2004]

“O Tchu, antigo baixista tinha saído, e eu queria tocar com a banda. Afinal, quem não gostaria, até um funkeiro como eu gostaria de tocar no Kats, mesmo sendo rock. Finalizando, o Simion saiu dali e foi falar para o Ap. Estevam o que a gente conversou”. [Jadão, sobre sua entrada no Katsbarnea mediada por Brother Simion, Super Gospel, 2005]

“Sendo bem honesto, a gente não tem medo de nada. Acho que um dos grandes diferenciais do G3 é esse: a gente faz o que dá na cabeça”. [Jean Carllos, sobre o filme Histórias e Bicicletas, Guia-me, 2015].

“Aonde chegaremos com tanto legalismo e distorções teológicas a respeito da arte? Será que em nosso atual “ambiente” ainda existe oxigênio criativo? Quantos observam estarrecidos a ditadura da mediocridade que impera em grande parte das livrarias, programas de TV, rádios, gravadoras e igrejas?” [Marcão, em artigo, Dot Gospel, 2004]

“[…] só depende do público gospel exigir na programação de TV, rádios e jornais mais a presença da música gospel. São mais de 26 milhões de evangélicos no país (público tem: é so começar a correria!)”. [Betinho Fonseca, sobre a presença da música evangélica e do Juízo Final nas grandes mídias, Super Gospel, 2003]

“Tem muita gente hoje que é referência no Brasil porém, para mim, o Oficina G3 é exemplo de compromisso com o Reino e com o público”. [JT, sobre suas referências, Super Gospel, 2004]

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