Ser Ester – Filme Deus não está morto


Olá estersinhas! Hoje vamos falar de um tema inédito aqui na coluna: filmes.

Não sou exatamente uma cinéfila, mas ao assistir Deus não está morto, senti vontade de compartilhar com vocês meu ponto de vista sobre o filme em uma tentativa de resenha, ou algo que se assemelhe a uma.

Deus não está Morto estreou nos Estados Unidos em março e foi sucesso de bilheteria (saiba mais). Baseado no best-seller homônimo escrito por Rice Broocks (Editora Thomas Nelson), o filme chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 21 de agosto, com distribuição da Graça Filmes.

Confira o trailer:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=uRq_0-wqj10]

Deus não Está Morto conta a história de Josh Wheaton (Shane Harper), um calouro na universidade que, logo na primeira aula de filosofia, é desafiado pelo professor ateu a provar a existência de Deus e convencer a turma de seu ponto de vista. Se falhar no desafio, está reprovado, se desistir, terá que atestar reconhecendo que Deus está morto. Inspirado pelo texto de Mateus 10. 32-33, Josh aceita o desafio, para desespero dos pais e da namorada.
Com esse plano de fundo, diversas histórias de fé, ou da falta dela, vão se desenhando.

Sendo este um filme cristão, e a julgar pelo título, ninguém pode me acusar de spolier se eu adiantar que, no final, Josh consegue convencer a classe da existência de Deus.

PONTOS FRACOS: embora seja um filme comercial e feito para todo tipo de público, particularmente, eu esperava que houvesse mais cenas dos embates entre Josh e o Professor para aprofundar mais sobre o tema. Isso, no entanto, provavelmente deixaria a obra mais densa e menos digerível no sentido do entretenimento.

Outro ponto que me incomodou um pouco foi a estereotipização do personagem interpretado por Kevin Sorbo, o Professor Radisson. A ideia do filme foi personificar o ateu ex-cristão, que normalmente é o mais contundente em sua falta de fé. O personagem é mostrado de forma arrogante e autoritária, o que pode incomodar um pouco especialmente os não cristãos. De fato, há alguns exageros de personalidade no personagem, mas isso pode ser relevado se levarmos em consideração que o filme se inspirou em relatos de dezenas de processos judiciais entre universidades e alunos cristãos, onde estes últimos foram condenados por causa de sua fé, demonstrando um viés intolerante de parte da academia com o pensamento religioso. Dessa forma, parece haver uma tentativa de condensar no Sr. Radisson as principais características dos professores envolvidos nesses processos, mas isso pode ter deixado o personagem um tanto caricato.

PONTOS FORTES: Sim! A despeitos dos pontos fracos que eu identifiquei acima, o filme é ótimo e por isso que eu o estou indicando, oras.

Pra mim, o grande trunfo de Deus não está morto é a ideia de levar as mensagens da fé cristã para o ambiente acadêmico. Os filmes cristãos geralmente são previsíveis e mostram a história de superação/conversão de alguém, mas esse ganha pontos por seu roteiro principal fugir desse lugar comum, embora as conversões aconteçam como testemunho do Evangelho salvador.

A historia aborda um leque de personagens que retratam formas diferentes como as pessoas lidam com a fé. Tem aquele que vai até as últimas consequências para defender o que acredita, tem o que é cristão só até a página 2, tem aquele que abre mão da fé por um relacionamento, tem o frustrado com Deus, tem o que nunca se frustra e por aí vai. Cada personagem é o arquétipo de um comportamento. É impossível assistir ao filme e não ver sua fé representada em alguém ali.

Outro ponto alto do filme é a trilha sonora, com especial para a icônica banda cristã australiana Newsboys que, além de interpretar “God is not dead”, a música tema da obra, ainda faz uma participação mais que especial no filme. Vale muito a pena ver Michael Tait, Jeff Frankestein, Duncan Phillips e Jody Davis cantando e atuando.

Embora, como comentei anteriormente, o filme não se aprofunde muito nas discussões teórico filosóficas, ele é útil no sentido de deixar claro que é possível discutir, compreender e demonstrar os sinais da existência de Deus sem que seja necessário abrir mão da inteligência ou da razão. No contexto cristão, isso não é necessário, mas quem está ou já esteve na universidade, especialmente em um curso voltado às ciências humanas já deve ter perdido a conta de quantas vezes teve sua fé posta à prova.

Além de conhecer o Deus no qual cremos, devemos estudar para estarmos preparadas para responder com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a da esperança que há em nós (1 Pedro 3.15)

 

Abraços e até a próxima!

Previous Deus não Está Morto tem pré-estreia em São Paulo e Rio
Next Limão com Mel - Troféu de Ouro e o show de incoerências

1 Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *