Ser Ester – Grandes Mulheres


Hoje é dia de inauguração por aqui! Estreia da SER ESTER, a coluna feminina de O Propagador.

Abrindo os trabalhos, apresentando nossa série/tag Grandes Mulheres, temos Ester, a jovem que passou de plebeia órfã e pobre à rainha, em uma história que poderia estar em qualquer conto de fadas e deixaria Cinderela em segundo plano no imaginário popular.

Após um escândalo real e a deposição da bela rainha Vasti, o rei Assuero precisa achar uma nova esposa para reinar ao seu lado. Ele então envia seus emissários para percorrer todo o reino buscando lindas jovens para compor seu harém.

Convocada, Ester foi para o palácio, mas instruída por seu Tio Mardoqueu, omitiu sua origem judaica, já que o povo de Deus vivia sob o domínio do Império Persa, do qual Assuero era o rei.

Já no palácio, Ester foi participar de um concurso de beleza para eleger, entre as moças, qual seria a rainha. Indo contra tudo o que as outras faziam, nossa heroína abriu mão de pedir o que quisesse para encontrar o rei. Chegando à presença de Assuero, Ester o encantou e foi coroada rainha do Império Persa.

Se nesse ponto, em um conto de fadas já teríamos o “felizes para Sempre”, na Bíblia, a história está só começando.

Uma desavença pessoal entre Hamã, o segundo homem mais poderoso do reino, e Mardoqueu, o tio de Ester, acabou se tornando uma grande conspiração contra o povo judeu. Hamã, incomodado pela insubordinação judaica de não se prostrar diante dele, engana o rei e o convence a decretar a morte de todo o povo em um dia determinado.

Sabendo disso, Mardoqueu avisa Ester sobre os planos de morte contra eles. Ela, como judia, também não escaparia. A rainha então solicita que os judeus façam um jejum total por três dias junto com ela antes que fosse falar com o Rei. Ester sabia que sua vida estava em perigo, não apenas pelo decreto, mas também pelo fato de não ter revelado sua origem ao marido e ainda ousar ir ter com ele para tratar de um assunto político do reino. Isso não só era impensável na época, como também inadmissível, mas Ester não estava planejando cometer tamanha ousadia por si só.

Ester sabia do risco que corria, mas ela havia se consagrado a Deus, se preparou no jejum, contava com a oração de seu povo e sabia que sua postura irrepreensível no palácio dava a ela aval para tentar. Sob direcionamento de Deus, ao fim dos três dias de jejum, Ester vai ter com o marido. Ao invés de chegar e contar tudo, ela opta por uma estratégia mais, digamos, feminina. Ela pede que o rei a permita promover um banquete para ele e Hamã. Desejo concebido, ela pede um segundo banquete. Hamã, todo feliz, achando que tinha virado BFF (Best Friend Forever) da rainha, aceita tudo encantado.

No segundo banquete, o rei diz que a esposa pode pedir o que quiser, até metade do reino. Ela pediu por sua vida e pela de seu povo que estava para ser aniquilado. Indignado o rei pergunta quem seria o vilão capaz de tramar algo tão sórdido e ela diz que havia sido Hamã.

O rei então condena-o a morte e coloca Mardoqueu em seu lugar. Assuero, ainda, revogou o decreto e o povo, honrado, vence a guerra contra quem os queria matar.

A rainha Ester, mesmo tendo vivido há milhares de anos, ainda hoje é moderna e ousada. Ela soube como poucas desafiar as convenções, mas sem romper com seus princípios. Ester era linda, inteligente, sábia, educada, corajosa, ousada, sabia seu valor e era dona de uma personalidade tão amável que encantou a todos desde sua chegada ao palácio. Ela sabia quem era e por isso se atreveu a interferir em uma questão do reino. Era respeitada pelo seu povo e por isso foi prontamente atendida quando convocou um jejum geral.

Ester era, principalmente, temente a Deus. Por mais corajosa que fosse, por mais certeza do amor do marido que tivesse, nossa rainha não se atreveu a tomar nenhuma atitude antes de se consagrar diante de Deus. Ela sabia que não adiantava ser reta e impecável diante dos homens se Deus não estivesse ao seu lado.

Ester ainda nos é um exemplo de que é possível “subir na vida”, ser bem sucedida sem se esquecer de onde foi tirada. Ela estava no palácio, mas aquilo não era ela. Em seu interior, a rainha continuava sendo aquela judia que ouvia os conselhos do tio e se preocupava com seu povo. Grata que era, ela não se contentou em subir sozinha. Na primeira oportunidade que teve, Ester contou ao marido quem era Mardoqueu, seu tio que a adotara e a fizera ser quem era, e o rei o colocou como o segundo homem mais importante do reino no lugar de Hamã.

Em um mundo corrompido e cheio de Hamãs querendo matar sonhos, fé e princípios, SER ESTER é não se dobrar e é lutar pelo que acredita, mas sendo linda e feminina, sem deixar de ser mulher.

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