Ser Ester – Sobre consumo, consumismo e otras cositas mas


Vamos tratar de um assunto polêmico? Embora essa seja uma coluna que terá entre seus temas mais fortes a moda, e consequentemente o consumo, não me proponho aqui a te incentivar a comprar coisas que você não possa pagar, não se identifique ou mesmo não precise.

Somos mulheres, amamos roupas, bolsas, sapatos, acessórios diversos, cosméticos, maquiagem e fofurices em geral, mas qual é o limite disso? Até que ponto as compras deixam de ser apenas forma de atender necessidades ou mesmo mimos pessoais e se tornam um problema? Qual é a hora de acender o sinal amarelo?

O consumismo se caracteriza como a dependência das aquisições de bens e serviços como um meio viabilizador da satisfação pessoal. Se você tem, você é feliz. Essa felicidade, no entanto, dura apenas enquanto existe a aura da novidade. Quando se acostuma, aquilo já não mais e o suficiente e você vai precisando de cada vez mais. Em casos mais graves de consumismo compulsivo, toda a vida da pessoa se resume ao que ela tem e sua única motivação é buscar ter cada vez mais.

O grande problema do consumismo, considerando que você possa pagar por tudo que compra e que o dinheiro não seja agente limitador, é o lugar que as coisas passam a ocupar na nossa vida. Quando alguém vive apenas para adquirir coisas, são elas que definem quem a pessoa é.

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Se o que a pessoa tem de mais precioso é o que pode ver, invariavelmente, aquilo que é sentido, ou seja Deus, passa a ocupar posições casa vez mais distantes do topo. Foi Jesus mesmo quem disse que “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6. 21). Se seu tesouro, aquilo que lhe é mais valioso for seu guarda-roupas, sinto lhe informar honey, mas seu coração não está em Deus. Se sua dedicação em manter sua sapateira atualizada é maior que a de manter seus devocionais, há irrefutáveis indícios que o deus da sua vida é sua coleção de sapatos. Se o dinheiro é apenas um e você decide usa-lo para comprar aquele creme ao invés de ajudar na campanha da igreja que vai pagar a conta de luz da irmã viúva, nem preciso dizer o que te controla, neh?

Estou usando casos ilustrativos extremos, mas pequenas decisões do nosso dia-a-dia podem nos dar pistas de que estamos tirando nosso tesouro do céu e colocando ele na terra. Por exemplo, você não oferta na igreja porque ganha pouco, mas sempre arruma dinheiro para comprinhas. Você não ora porque falta tempo, mas sempre sobra aquele tempinho para dar um rolezinho voltinhas no shopping.

Ai você pergunta: are you crazy quer dizer que não posso comprar nada? Não! Nada disso! Não existe pecado algum em querer se sentir bonita, em comprar roupas e tudo mais que a gente gosta. Problema nenhum mesmo! O problema existe quando isso compromete sua vida espiritual e também material, o que reflete em sua vida familiar.

Você não é o que você veste nem o que você calça. Você é aquilo que Deus diz que você é. Você filha amada. É isso que realmente importa. Você não deixa de ser quem realmente é se não tiver aquele sapato, mas pode deixar de ser se optar por ele em detrimento do que realmente importa.

Conhece aquela música “Oração” da dupla Os Arrais? Ela tem muitas uma frase brilhante que diz “me dê os bens que de imediato eu possa abandonar”. É isso mesmo! Ame suas coisas, mas nunca a ponto de não poder desapegar-se delas. Lembre-se que nosso lar não é aqui e você deve estar pronta para, a qualquer momento, deixar tudo aqui, isso se seu tesouro estiver lá.

Você pode e deve se sentir bonita, se valorizar, se mimar, mas não se esqueça que seu valor está dentro de você e não dentro de sua bolsa. Você não precisa comprar tudo o que os outros compram para ser feliz. Você não precisa ser uma it girl para ser feliz. Você só precisa ser você mesma. É como diz aquela linda música da banda Resgate: “e que [você] não precisa ser o que não precisa”.

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