Original do Rio de Janeiro, formada em meados de 2002, o Trazendo a Arca é uma dissidência do antigo Toque no Altar. Ganhou notoriedade nacional através de dois de seus integrantes, nomeadamente Luiz Arcanjo e Davi Sacer (este último em carreira solo hoje). Juntamente com o ex-tecladista Ronald Fonseca, os vocalistas escreveram juntos parte do catálogo de maior sucesso do conjunto, e teve sua obra reconhecida em premiações como o Troféu Talento.


Guia discográfico

Toque no Altar (Independente/2003): Uma estreia que mostra a que o grupo realmente veio, o repertório de Toque no Altar possui coerência do início ao fim – e mostra que a banda, liderada instrumentalmente pela dupla Ronald Fonseca/Leandro Silva tem muita força no repertório autoral. (Nota: 4.5 Stars)

Restituição (Independente/2003): Embora seja o disco de maior popularidade, seu curto tempo de duração reflete a baixa na qualidade – o álbum é sustentado por “Restitui”, “Mais”, “Bendito Serás” e “Sete Vezes Mais”. O resto passou completamente desapercebido, não por mera coincidência. (Nota: 2.5 Stars)

Deus de Promessas (Independente/2005): Escritas por Ronald Fonseca, Verônica e Davi Sacer, as canções de Deus de Promessas procuram seguir uma temática específica, e embora algumas desviem relativamente ao que foi proposto, o repertório é positivo. (Nota: 3.5 Stars)

Toque no Altar e Restituição (Independente/2006): A dupla Luiz Arcanjo/Davi Sacer nunca pareceu se completar tanto quanto no primeiro registro áudio-visual do grupo. O repertório, bem escolhido veio a apresentar o que tinham de melhor nos dois primeiros projetos do Toque no Altar, tornando um registro de mais de duas horas de duração atraente do início ao fim. (Nota: 4 Stars)

Olha pra Mim (Independente/2006):  É, de longe o melhor álbum do Toque no Altar, e de sua dissidência Trazendo a Arca. A produção de Ronald Fonseca chega a um nível de maturidade surpreendente, e canções como “Tua Graça me Basta”, “Senhor e Rei” e “O Chão vai Tremer” chegam a competir entre si dentre as melhores. (Nota: 5 Stars)

Deus de Promessas – Ao Vivo (Toque no Altar Music/2007): Pouco convincente se comparada à sua versão de estúdio, Deus de Promessas – Ao Vivo deu lugar à algumas incrementações instrumentais positivas nas faixas. Mas, em questão de vídeo, o álbum foi mal dirigido e o registro é enfadonho. (Nota: 2.5 Stars)

Marca da Promessa (Independente/2007): Dando sequência à unidade alcançada em Olha pra Mim, porém com um registro mais simples, Marca da Promessa é curto e impactante. Baladas como “Sobre as Águas” e “Não Vou Desistir” mostram a explosão que a cozinha Ronald/André/Deco/Isaac pode fazer quando está com criatividade total. (Nota: 4 Stars)

Ao Vivo no Japão (Independente/2007): Ao Vivo no Japão é o exemplo de que a regra “menos é mais” também pode funcionar para o Trazendo a Arca. “Mais”, por exemplo recebeu uma releitura com influências do jazz rock. Sem arranjos de metais e cordas, o instrumental dá mais espaço para improvisações e soa convincente. (Nota: 4 Stars)

Ao Vivo no Maracanãzinho (Independente/2008): Ao ápice de sua performance ao vivo, o Trazendo a Arca escolheu canções de seus dois melhores álbuns para um único DVD. Com a direção eficiente de Hugo Pessoa, Davi Sacer e Luiz Arcanjo soam confortáveis no grande Maracanãzinho, enquanto André Mattos e Ronald Fonseca mostram o porquê são considerados tão proficientes. (Nota: 4.5 Stars)

Pra Tocar no Manto (Independente/2009): Um filho de Luiz Arcanjo, Pra Tocar no Manto mostra uma face diferente do Trazendo a Arca, com canções que prometem trazer reflexões e confrontar o caráter do ouvinte. Ao som de faixas com mais frases de guitarra do que nos álbuns anteriores, como “Serás Sempre Deus”, o disco soa, em maior parte muito denso e complexo. (Nota: 4 Stars)

Salmos e Cânticos Espirituais (Independente/2009): Mais festivo que o anterior, um álbum conceitual de salmos é uma vitrine para um grupo que faz muitas músicas de cunho congregacional. A parceria com Wagner Derek caiu como uma luva, através de canções como “Por que Te Abates”, enquanto “Me Levanta Com Tua Destra” mostra o clássico virtuosismo de Ronald. (Nota: 3.5 Stars)

Ao Vivo no Maracanãzinho – Volume 1 (Independente/2009): Apesar do repertório impecável, dividir Ao Vivo no Maracanãzinho em um disco com mesclas do registro ao vivo não pareceu uma proposta muito atraente. O fechamento de “Olha pra Mim”/”Senhor e Rei” é demasiadamente estranho e abrupto. (Nota: 2 Stars)

Ao Vivo no Maracanãzinho – Volume 2 (Independente/2009): Apesar do repertório impecável, dividir Ao Vivo no Maracanãzinho em um disco com mesclas do registro ao vivo não pareceu uma proposta muito atraente. As interligações feitas entre “Na Corte do Egito” com “Não Vou Desistir” e de “Lembra Senhor” com “Tua Graça me Basta”  não funcionaram. (Nota: 2 Stars)

Entre a Fé e a Razão (Graça Music/2010): Seguindo a tendência de Pra Tocar no Manto, Arcanjo consegue fazer seu ouvinte refletir enquanto celebra canções como “Sobre a Terra”, com sua forte influência de Jamba. Ronald Fonseca atinge seu ápice como arranjador, mas a parceria Sacer/Arcanjo era mais marcante. (Nota: 3.5 Stars)

Live in Orlando (Graça Music/2011): Gravar o melhor do repertório de três álbuns musicalmente e liricamente semelhantes foi uma decisão previsível, mas sensata por parte do Trazendo a Arca. A produção, tanto em aspectos visuais como instrumentais atinge o padrão de excelência esperada para um disco “internacional”, e prova que a banda pode oferecer outros tipos de materiais que não sejam shows repletos de iluminação e efeitos visuais.  (Nota: 4 Stars)

10 Anos (CanZion/2012): Para escolher seus maiores sucessos, era praticamente impossível errar o repertório. No entanto, 10 anos é, certamente o pior lançamento da carreira do Trazendo a Arca. Com a falta de músicas como “Tua Graça me Basta”, a escolha de músicas como “O Melhor está por vir” e “Não Ficarão”, os cortes pesados e amadores no repertório e a repetição bizarra de “Abro mão” em duas versões, é um erro que não deveria existir. (Nota: 1.5 Stars)

Na Casa dos Profetas (CanZion/2012): Sem Ronald Fonseca, o então quarteto apresenta uma sonoridade mais crua e concentrada nas guitarras de Isaac Ramos. A transição para um som mais “rock” foi recebida com louvor para André Mattos, que ganhou mais espaço para mostrar seu virtuosismo em faixas como “Kabod”. No entanto, a produção musical soou bem amadora. (Nota: 2 Stars)

Español (Sony Music/2014): Com uma escolha abrangente do seu repertório, o primeiro trabalho em língua estrangeira do Trazendo a Arca mostrou um grupo nada incomodado pela saída de Fonseca, cada vez mais voltado aos riffs de Isaac. (Nota: 4 Stars)

Habito no Abrigo (Sony Music/2015): [sem avaliações]


Melhores músicas

Abro mão, Bendito Serás, Deus de Promessas, Em Ti Esperarei, Entre a Fé e a Razão, Marca da Promessa, Me Levanta com Tua Destra, O Chão vai Tremer, Senhor e Rei, Serás Sempre Deus, Sobre as Águas e Tua Graça me Basta.


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