Um Brinde – Banda ou carreira solo? Eis a questão!


Existem sentidos que nos confundem. E outros sentimentos nos fazem ser menores, ou por um instante, loucos. Na época do Distrito92, eu me sentia além de vocalista e compositor, o frontman, e isso não me agradava, pois a sensação que tinha era que a banda era só eu – a banda de um homem só. Trabalhar com banda é ótimo, não me imagino um artista solo, mesmo tendo meu trabalho musical sozinho. Acredito que há uma magia na imagem de 4 ou 5 caras em um palco, todos em sintonia, carregando um nome de um fruto sonhado e acreditado!

Sozinho eu consigo mostrar o que sou realmente, sem se preocupar com o formato da banda com os eminentes pensamentos: “será que o guitarrista vai gostar disso?”, “acho que vai ficar puxado demais para o baixista!”, “não sei se o baterista vai gostar de entrar só aqui”. Enfim, são questões exigentes numa composição de grupo. Quando Renato Russo saiu do Aborto Elétrico e foi se dedicar ao ‘Trovador Solitário’ (projeto onde ele interpretava suas composições apenas com um violão meio desafinado), houve uma certa resistência por parte do público que, em sua maioria eram punks. Mas o que ninguém contava era que o mesmo ‘Trovador Solitário’, iria liderar uma banda [Legião Urbana] que moveria uma geração que tiraria um presidente do Governo. Mas isso deve ser algo complexo demais de se pensar: o mais fácil é compor e gravar você cantando suas músicas e posta-las no YouTube, assim, muitas pessoas irão ver. Pois é, aí identificamos o problema: não basta ser visto por pessoas, é preciso ‘tocar pessoas’. Isso é o difícil. Fazer com que alguém ouça sua música e sinta vontade de compartilhar com mais e mais amigos, e que a mesma cause um efeito vivencial em suas vidas. Essa é a questão: fazer a diferença!

Talvez seja até um discurso hipócrita este meu, porque quando estou compondo, não penso no cara que vai ouvir – até admiro os compositores que pensam -, pois pensando assim, me limito a muitas coisas. Limito um sentimento, e isso é muito perigoso para quem escreve. Tenho grandes expectativas e fé de que conseguirei gravar meu primeiro EP no segundo semestre de 2015. Tenho sonhado isto. No início do próximo ano já começo a cantar as músicas deste trabalho nos eventos que iramos tocar. Mas aí são muitos projetos ma cabeça, e ser humano não basta. “Preciso virar uma máquina e fazer tudo isso funcionar”. Será? E os planos de Deus? E o que Deus quer pra mim, não conta? Pois bem, realmente é necessário parar e pensar, e orar, pedir direção do Pai para que essa ânsia do melhor ou pior não seja um bola de vaidades e corrompa meu coração. E entre Banda ou carreira solo, fico com uma banda muito massa: Deus nos vocais e liderança, Jesus Cristo na guitarra e comandando o som, o Espírito Santo na bateria e me dando total apoio, e eu simplesmente no contra baixo e fazendo alguns back vocal. Um brinde a nós!

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