Um Brinde – Minha conversão e oratória


Quando criança, era muito levado pelos meus pais a várias religiões diferentes. A primeira que conheci foi o espiritismo. Ainda muito cedo, lembro parcamente de algumas coisas. Logo mais, me apresentaram os Testemunhas de Jeová, a qual tive longos meses estudando com um jovem que falava de Deus e da Bíblia conforme os princípios deles. Após, passei uma temporada na igreja católica, até que com 12 para 13 anos, me converti na igreja evangélica. Minha conversão foi na Igreja do Evangelho Quadrangular do Xavier Maia, mas, tive uma aceitação maior com Deus, na igreja do mesmo ministério, só que no bairro Chico Mendes com o Pastor Cléu (não tenho certeza se o nome dele é assim, faz tanto tempo). Meu relacionamento com Deus sempre foi um fogo de palha, até iniciarem minhas primeiras leituras diárias da bíblia. Sempre soube que Ele tinha (tem) algo tremendo para a minha vida. Diferente de todas as crianças, meu isolamento incomodava meus familiares, por gostar de coisas que crianças da minha idade não gostavam: ler livros e escrever, por exemplo. Com mais ou menos 14 anos, fui pra zona rural e me vinculei a Assembleia de Deus Ministério Madureira, mas antes disso, passei uma pequena temporada assistindo os cultos da Igreja Presbiteriana. Resolvi falar um pouco da minha experiência com Deus para que o caro leitor entenda um pouco da minha trajetória, até aqui. Na zona rural iniciei recebendo as primeiras oportunidades para ler uma palavra e explica-la. Cara, isso já era demais pra mim. Meu talento com a oratória deu-se um pouco distante da igreja. Sempre fui muito vidrado em programas de TV e em como as pessoas conversavam. Até hoje tenho um cômica mania de parar e admirar uma conversa entre duas senhoras. Encantante!

Depois de um ano e alguns meses, voltei a zona urbana de Rio Branco e migrei na Igreja Evangélica Pentecostal Deus é a Verdade. Ali foi onde aprendi 1/3 do que sei hoje sobre o cristianismo. Minha vocação e chamado desenvolveu-se a partir daquele momento. Não falo isso pra me gloriar, até porque as obras não nos justifica, mas ajudei a levantar um rebanho juntamente com a pastora do ministério, já que até então os cultos eram realizados na varanda de sua casa, e eu, um simples operador de som e de vez enquanto abria o culto e dava uma palavra. Quão prazeroso foi fazer a obra de Deus naquele lugar. Pertinho de onde me converti! Nesse período já havia composto minha primeira canção chamada “Deus” que logo depois foi mudada o título para “Cuida de Mim”, até que foi esquecida e abandonada.

Passei uma curta temporada como líder de jovens, até mais tarde ser separado a diácono – que responsabilidade. Nesse período comecei a pregar em cultos considerados grandes. Vivi uma fase em que a onda de pregadores mirins era moda nas igrejas pentecostais. Quando entendi isto, resolvi recusar alguns convites pra ministrar. Passei também um ano dirigindo e apresentando um programa numa Rádio Comunitária chamada Gameleira FM com o encargo nominal de “Atitude Jovem”. Nessa época recebi uma considerável aceitação da juventude, mas logo não deu de manter-me lá, e juntamente com minha equipe, saímos.

Bah! Calme, não sou gaúcho, mas amo a expressão “bah!”, e é tanto que vou fazer de novo: Bah! Hoje quero brindar minha trajetória de vida como um mero servo de Cristo e lhe convidar a também contar um pouco de sua história. Deixo meu e-mail ao caro leitor e um brinde á Cristo!

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