Um Brinde – Todos estão carentes


A contrariedade é meio esquisita e, pensando bem, nem sei se estou em pique para contar algo sobre mim hoje, mas vamos lá: há mais ou menos 2 anos atrás, terminei o meu namoro com alguém que significou muito pra mim. E nem durou muito, foram apenas 3 meses. Minha mãe não gostava dela, meu irmão não gostava dela e meus amigos não falavam nada, mas percebia que também não iriam com a cara dela. Eu tinha 16 anos e ela 14, éramos muito jovens e imaturos, mas tínhamos algo diferente dos outros casais: comprometimento. Porém, o ponto principal do texto de hoje não é o meu nem o seu namoro que não deu certo. Quero falar da falta que um alguém nos faz. Dominguinhos expressou bem essa falta na música “Eu só quero um Xodó”. Se o próprio Deus fez a observação de que não é bom que o homem viva só, então quem somos nós para querermos viver só né? OK, eu espero ser breve neste texto, mas claro e objetivo.

No mundo e época que vivemos, se você tem uma boa aparência, boa condição financeira e ter uma lábia conquistadora, você só fica solteiro se quiser. Em relação as mulheres, basta ser bonita. Sendo bonita, milhares de homens te desejarão. Mas falar de como se conquista e o que precisa ter para isso também não é o ponto deste texto. Repito: Quero falar da falta que um alguém nos faz. A partir da minha condição você entenderá um pouco: estou escrevendo este texto às 2h29min da madrugada, sem um pingo de sono, ouvindo Los Hermanos, e imaginando como seria bom se eu estivesse alguém a qual eu pudesse dividir um afeto amoroso, sem maldades, sem pecado. E é  até meio estranho falar deste assunto para cristãos, pois volta e meia vem o cuidado com o “pode ou não pode”, portanto, acredito que aqueles leitores mais mente aberta, entenderam o que estou tentando passar. A carência é um perigo total. Deepak Chopra já dizia que “A carência é uma força poderosa, capaz de criar ilusões poderosas. Ninguém pode realmente entrar dentro de você e substituir a peça que está faltando“, e isso me traz uma nova perspectiva sobre tudo isso: que talvez a carência seja apenas algo psicológico e mais nada. Exatamente o que disse Bob Proctor: ” Carência e limitação só conseguem existir quando damos espaço a elas em nossa mente”, e isso é bem subjetivo né? Vemos nossos amigos felizes e sorridentes com seus respetivos cônjuges e nos sentimos só. Incompletos. Isso é pecado? É pecado sentir falta de alguém para dividir seus mais íntimos receios e alegrias? Não. Não é!

Estou a dois anos experimentando o tal do hiato. Lembro-me também que já faz 1 ano e alguns meses que fiz meu último show com o Distrito92. Um acústico especial de 2 anos de banda. A carência trabalha muita coisa em nós, molda muito bem nosso caráter como seres pensantes. Meu irmão mais velho está casado, minha irmã já pensa em namorar, e eu no hiato: sem namorar, sem me preocupar com namoro, sem querer uma namorada agora. Mas isso não significa que não posso estar carente. A carência é consequência de atos bons que fizemos mas que se passaram. Um(a) parceiro(a) nos faz muita falta em diversos momentos, contudo, a pior carência é a falta de Deus. Se contente com o pouco que sobrou, e espere que o “outro” uma hora vai chegar e preencher este vazio. Até lá, ouça Los Hermanos e louve ao Eterno.

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